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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Disfunções Sexuais


A dificuldade para iniciar o tratamento, seja por falta de oportunidade, vergonha ou medo de enfrentar os resultados é o grande obstáculo a ser vencido para a cura das disfunções sexuais.

Como ocorre em qualquer doença, o tempo decorrido entre o início dos sintomas e o início do tratamento apresenta uma relação direta com os resultados obtidos. Assim sendo, é importante  iniciar o tratamento o mais rápido possível. No entanto, não é raro encontrarmos pacientes com disfunções sexuais há  dezenas de anos sem terem recorrido a um tratamento adequado.

Primeiramente, para desfrutar de uma perfeita saúde sexual torna-se fundamental conhecer alguns conceitos  básicos.

Contexto Sociocultural

Sendo desprovida de garras ou presas, que a colocassem em igualdade de condições de sobrevivência com os demais animais, a espécie humana encontrou sua força no convívio com seus semelhantes. Através de um processo constante do aprimoramento na convivência tribal, um complexo modelo social foi desenvolvido. Com o desenvolvimento de seu intelecto e organização social a espécie humana, apesar de ainda manter alguns instintos primitivos, acrescentou, ao ritual de acasalamento, diversos fatores ligados à esfera social e emocional.

Ao longo de milhares de anos, regras e padrões de comportamento foram estabelecidos. No decorrer do tempo, o sexo ocupou o seu espaço variando entre extremos, foi exaltado como objeto de fertilidade e padrão social e também condenado como símbolo do pecado. O espécime humano transformou uma simples ação biológica em uma das maiores fontes de conflitos emocionais.
Mudança da atitude do paciente frente à atividade sexual.        
Resolução da angustia e conflitos vividos pelo paciente.
Treinamento de técnicas que possibilitem identificar e adiar o momento da ejaculação.

Fatores Não Orgânicos

Socioculturais
Como vimos anteriormente, a complexidade de nossa sociedade criou conceitos e padrões de conduta de ditam o comportamento sexual considerado adequado.

Normas familiares, religiosas e sociais, crendices e mitos sexuais, interferem no comportamento sexual do indivíduo, gerando conflitos, muitas vezes responsáveis pelas suas dificuldades.

Emocionais

O estado psíquico do indivíduo em relação ao sexo pode gerar ansiedade, culpas, medos, hostilidade e defesas que irão interferir indiretamente na sua atividade sexual.

Experiência Passadas

A sexualidade, como toda experiência humana, é aprendida e desenvolvida.

As experiências passadas tem uma atuação direta no comportamento sexual do indivíduo.

Críticas e repressões infantis em relação ao sexo, uma iniciação sexual desagradável, violências sexuais, e outras experiências traumáticas, certamente prejudicarão o desempenho futuro.


Fatores Ocasionais

Dificuldades familiares, estresse, depressão, dificuldades financeiras, ameaça ao emprego, entre outras circunstâncias podem comprometer a atividade sexual, em uma determinada fase da vida.

Nestes casos, resolvidas as situações aflitivas, geralmente o problema desaparece. Porém, na dependência da importância dada pelo indivíduo ao comprometimento sexual, a dificuldade pode persistir, mesmo tendo desaparecida sua causa básica.

Desnecessário dizer que, também no caso da ejaculação precoce, quando possível, a participação conjunta do casal é fundamental para o bom resultado do tratamento

Em relação ao comportamento biológico, um importante aspecto merece consideração. Nas diversas espécies animais, os estímulos que despertam o interesse sexual entre macho e fêmea, são bem definidos e imutáveis. A época do acasalamento, embora sofrendo variações nas diversas espécies, compreende um determinado período de tempo e se repete em estações bem marcadas. Alterações hormonais preparam a fêmea para a reprodução. Odores e atitudes específicas sinalizam ao macho tal disponibilidade. A cópula tem o objetivo primordial da reprodução e conseqüente perpetuação da espécie. Na formação dos casais, macho e fêmea também atendem a diferentes responsabilidades perante a natureza. O macho deve fecundar o maior número possível de fêmeas garantindo o aumento quantitativo de seus semelhantes. A disputa entre os machos, na época do cio, permitirá que a fêmea acasale com o macho mais forte, garantindo o aumento qualitativo da espécie.

A espécie humana apresenta peculiaridades. Nela as fêmeas são receptivas aos interesses sexuais do macho em qualquer época do ano, independentes do período férteis. A prática da atividade sexual manifesta-se também como fonte pura e simples de prazer.

Os conceitos de atos e procedimentos sexuais considerados como normais e aceitáveis,  são definidos pela Sociedade.

Os estímulos que despertam o interesse sexual também sofrem influências socioculturais. Em determinadas tribos primitivas, um pescoço, exagerado e artificialmente alongado, pode ser considerado extremamente atrativo. A Cultura Americana valoriza os seios, a Brasileira o bumbum, como atrativos que despertam o interesse sexual.

Até mesmo entre os dois sexos existem algumas diferenças em relação à resposta aos estímulos sexuais,. Alguns estímulos podem ser altamente excitantes para uma mulher e não tão fortes para o homem e vice-versa.

Resposta aos Estímulos Sexuais

Para um perfeito entendimento das disfunções sexuais é necessário conhecer de que forma os organismos masculino e feminino respondem aos estímulos sexuais.

A resposta aos estímulos sexuais foi estudada por diversos pesquisadores: Master e Johnson, Helen Kaplan, Wenger, Jones, entre outros. Cada um desses autores dividiu a resposta sexual humana, de acordo com o seu entendimento, em fases sucessivas, desde a excitação até o orgasmo. Neste site, não abordaremos tais divisões na sua forma clássica.

Desejo Sexual

O primeiro fator é o desejo sexual, medicamente denominado libido. A libido faz a pessoa desejar a outra e querer realizar o ato sexual.

Conforme abordaremos em capítulo mais adiante, é natural que o desejo sexual varie de intensidade, a mediada que o indivíduo envelhece. O desejo também é variável de acordo com as características e personalidade de cada um.

A libido está exacerbada quando existe um maior comprometimento afetivo entre o casal e diminuída em condições contrárias e situações  de estresse.

Com relação às diferenças dentre homem e mulher, também aqui existem peculiaridades. Os fatores que podem despertar o desejo em homens não são necessariamente os mesmo que o fazem nas mulheres. Os homens são mais sensíveis aos estímulos visuais e à manipulação direta da área genital. As mulheres, embora também sensíveis aos mesmos procedimentos, podem ser mais estimuladas por sensações táteis suaves dirigidas à várias outras áreas do corpo.

O desejo é provocado pela atuação de determinadas substâncias, chamadas neurotransmissores, que atuam no sistema nervoso.  A testosterona também está envolvida com a manutenção da libido. Alterações que afetem esses elementos comprometem a libido levando ao desinteresse pela atividade sexual.

Excitação

No homem, a estimulação sexual leva à ereção peniana. A ereção é uma resposta do pênis aos estímulos, que podem ser uma imagem, lembranças, sons ou a manipulação direta dos órgãos genitais.

Na mulher, a estimulação sexual provoca um maior acumulo de sangue na região genital, com aumento do clitóris e  lubrificação vaginal.

Diferentes estímulos desencadeiam a excitação de modos diferentes. No homem, a estimulação local nos órgãos genitais provocam sensações que irão desencadear ereções ditas reflexogênicas. (causadas através de um reflexo nervoso). Estímulos que envolvem uma elaboração psíquica, tais como: uma imagem, lembranças, um odor, determinadas palavras ou sons, etc., desencadeiam ereções ditas psicogênicas.

Como vimos, o homem apresenta uma receptividade maior aos estímulos dirigidos ã área genital.  Por outro lado a resposta sexual feminina pode ser desencadeada por estímulos distribuídos em diversas outras áreas do corpo.

O "tempo" exigido para que homens e mulheres se excitem também é diferente. Usualmente, o homem se excita rapidamente enquanto na mulher  ocorre de uma forma   progressiva e  mais lentamente. Conforme veremos a seguir, o não entendimento destas diferenças por parte do homem, pode levar a dificuldades da mulher em atingir o prazer na relação.

Fase de Platô

A chamada fase de platô pode ser compreendida como o período de tempo onde a excitação permanece em seu ponto máximo.

Fase Orgástica

O orgasmo é a sensação de prazer que culmina a relação sexual.  Seu mecanismo é complexo e sem sombra de dúvidas sofre influência do condicionamento psicológico do indivíduo.

No  homem o orgasmo, geralmente, ocorre simultaneamente à ejaculação. Todavia pode ocorrer ejaculação sem orgasmo e vice-versa. A ejaculação caracteriza-se pela saída de esperma através da uretra,  promovida pela contração espasmódica de determinados músculos existentes na região perineal.

Fase de Resolução

Após o orgasmo, sobrevêm uma sensação de relaxamento intenso em todo o corpo. As modificação orgânicas sofridas pelos órgãos genitais durante a excitação regridem ao seu estado normal. O pênis readquire seu estado de flacidez em poucos minutos.

O Período Refratário

Depois do orgasmo e da ejaculação, o homem apresenta o que chamamos de período refratário. Durante um certo período de tempo não é possível uma nova excitação sexual que consiga produzir outra ejaculação. A duração do período refratário é variável de homem para homem e aumenta com a idade do indivíduo, podendo compreender desde alguns minutos no caso de adolescentes, até horas ou mesmo dias e homens idosos.  A mulher não possui essa característica sendo, algumas,  capazes de apresentar diversos orgasmos consecutivos (orgasmos múltiplos).

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